Sábado, 16 de julho de 2011.
Dia 15 eu tinha assistido à primeira sessão, à 00h01, de
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" (um bom filme diga-se de passagem - mas o meu preferido da cinessérie continua sendo
"O Prisioneiro de Azkaban"). Depois, de manhã,
faltei na Natação, ainda fui trabalhar e de noite tive que ir num casamento. Então é claro que eu me atrasaria no sábado - o
segundo dia da GIBICON #0. Quando acordei, deviam ser umas 9h46 e a primeira atração da GIBICON que eu pretendia assistir era a palestra "CINEMA E QUADRINHOS", do
Marden Machado, que abordaria a história das adaptações dos quadrinhos para a tela grande, ou o debate "FAZENDO SUPER-HERÓIS" com os artistas
Ivan Reis e
Joe Prado falando sobre suas carreira nas revistas dos heróis mais famosos do mundo. Ambas as atrações começavam às 10h e aconteceriam no
Paço da Liberdade, a palestra na Sala de Cinema (2º andar) e o debate na Sala de Atos (3º andar).
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| esq. p/ dir.: o artista Ivan Reis, o mediador Claudio Yuge e o artista e agente Joe Prado. |
Acabei indo conferir o debate com os dois desenhistas. Cheguei já na metade mas pude ainda conferir eles falando sobre como é trabalhar para a DC Comics, que eles fizeram amigos por lá, puderam conhecer ídolos... Ivan Reis contou que seu trabalho na revista do
Lanterna Verde foi usado como base para os conceitos da adaptação cinematográfica (que estreia por aqui dia 19 de agosto!) - eu já sabia da "colaboração" do Ivan no filme por causa do
OmeleTV 101. Ele já teve o privilégio de assistir ao filme e disse que a mitologia do Lanterna está lá, os efeitos especiais são muito bons, a história é bacana mas que não é nenhuma obra prima como
Batman - O Cavaleiro das Trevas, do
Christopher Nolan,
e que a vibe é voltada para uma faixa de público bem juvenil. Ivan será o desenhista responsável pela nova revista do
Aquaman. Ele nos revelou que inicialmente seria outro artista, mas
Geoff Johns (que será o roteirista do título, é um dos chefões da DC e que já trabalhara com Reis na revista do Lanterna Verde) exigiu que Ivan Reis fosse o artista. Joe e Ivan aproveitaram para comentar breve e superficialmente sobre o
relaunch da DC Comics e para não termos medo das mudanças. Perguntaram quem havia visto todas as capas dos 52 títulos e, é claro, eu levantei a mão. Fui um dos poucos - que pessoal mais desinformado, alguns nem sabiam a DC ia fazer o tal
relaunch na linha de revistas mensais! Muito engraçado quando um dos espectadores na plateia perguntou ao Joe sobre trabalhar na MARVEL e ele, em tom de brincadeira, disse para o cara "tirar aquela camiseta do
Homem-Aranha". No final, Joe (que é agente do estúdio
Art & Comics) além de dar autógrafos e tirar fotos iria avaliar portfólios.
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| Leonardo Melo |
Depois, desci até o 2º andar onde aconteceria a palestra QUADRINHOS DIGITAIS, às 11h30. A sala já estava lotada, por isso eu tive que ficar desconfortavelmente em pé num canto. No início, num momento de descontração, o palestrante/roteirista de HQ olhou para alguém na plateia e falou que a pessoa "tinha a cara de quem lê
scans". A pessoa - visivelmente um pouco constrangida - confirmou a "acusação" balançando a cabeça. Todos riram.
Leonardo Melo prosseguiu falando sobre seu projeto independente
Quadrinhópole e ainda estreiou a
Quadrinhopole Digital Comics, um site onde será possível publicar e comprar HQs digitais. No entanto, a compra de uma HQ no QDC não envolve o download; a HQ comprada fica na sua conta do site e você pode conferí-la se logando. Isso acaba limitando a leitura a somente lugares onde possuir acesso à Internet, mas é uma forma eficaz de proteger o material da pirataria. Ele também discursou sobre alguns estudiosos de quadrinhos, as primeiras HQs digitais, a transição do mercado e as novas possibilidades.
A palestra terminou perto das 13h e eu resolvi ir ao Memorial de Curitiba.
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