quarta-feira, 25 de maio de 2011

Bicho de Sete Cabeças


Bicho de Sete Cabeças
Brasil, 2001 - 74 minutos
Drama
Direção: Laís Bodanzki
Roteiro: Luiz Bolognesi, Austregésilo Carrano
Elenco: Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Cássia Kiss

Faz tempo que eu queria assistir a esse filme nacional. E valeu a pena.
Laís Bodanzky (As Melhores Coisas do Mundo) é a diretora desse drama sobre um adolescente rebelde chamado Neto (Rodrigo Santoro) envolvido com más companhias e que acaba internado num hospital psiquiátrico quando seu pai (Othon Batos) descobre um cigarro de maconha em seu casaco. Tanto o pai como a mãe (Cássia Kiss) estavam preocupados com o comportamente hostil do filho e relacionam tudo imediatamente à maconha. Neto é internado para tratar seu vício, que nem era tão grave, e passa a conviver no meio dos doidos varridos (lembrei de "Meu nome não é Johnny"). Tudo o que ele mais quer é sair daquele lugar deprimente e precário. O médico nem o examinou para iniciar o tratamento e raramente dá as caras por lá - o importante para ele era ter mais pacientes para receber mais verba do governo. No início de sua estadia Neto age agressivamente e depois parece aceitar sua situação. A seguir, numa das melhores cenas do filme, Neto aproveita uma discussão no refeitório para fugir pela porta da cozinha. Ele está cambaleante e enfraquecido por causa dos remédios e não vai muito longe. É capturado e levado para o eletrochoque - a partir desse ponto ele nunca mais seria o mesmo. Ele é levado para casa, começa a trabalhar, sai com uma garota que ele conhecia e na hora H perde o controle e fica violento. A polícia é chamada e ele é levado novamente para o hospício. O eletrochoque e os remédios danificaram seu sistema nervoso e ele não consegue se comportar normalmente.
O roteiro, reescrito várias vezes por Luiz Bolognesi, foi baseado no livro autobiográfico "Canto dos Malditos", de Austregésilo Carrano Bueno (creditado como co-roteirista do filme).
O destaque do filme está obviamente na interpretação de Rodrigo Santoro que se entrega completamente ao papel e realmente nos comove com a história do personagem. O elenco de apoio também está excelente! Sou definitivamente fã da diretora Laís Bodansky agora.

2 comentários:

Luiza Prestes Karam disse...

Trabalhei durante um mês em uma livraria como atendente e depois me colocaram no caixa. Neste mês, li dois livros quando não havia clientes. Um deles foi "Canto dos malditos" e o pior de tudo é que um dos médicos que "trataram" do Astregésilo, ia quase todos os dias lá. Eu escondia o livro sempre que ele chegava, mas tinha uma vontade de xingá-lo. Como eu queria literalmente esfregar aquele livro na cara do velho!

Guilherme disse...

você devia ter esfregado o livro na cara do médico! ficou só um mês mesmo. heheheh.

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